O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), encaminhou nesta quinta-feira (29) uma solicitação ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo permissão para atuar em seu cargo a partir dos Estados Unidos. A notícia foi divulgada pela Sputnik Brasil.
Eduardo se encontra nos Estados Unidos desde fevereiro, quando foi viajar durante o Carnaval e não voltou após o recesso parlamentar de agosto. Em um comunicado que publicou em suas redes sociais, ele declara que está impossibilitado de atuar no seu mandato no Brasil por conta de uma alegada perseguição política e legal. Ele solicita que a Câmara desenvolva formas de possibilitar sua participação à distância nas atividades do legislativo.
Conspirand9 contra o Brasil
Desde sua chegada aos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro tem se reunido com autoridades do governo americano. O foco central de suas discussões é mobilizar apoio para garantir a anistia de seu pai, Jair Bolsonaro, que atualmente está cumprindo prisão domiciliar e enfrenta a possibilidade de condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por supostos crimes vinculados a uma tentativa de golpe de Estado.
No domingo passado (24), durante uma entrevista a um canal conservador dos EUA, Eduardo elogiou o presidente Donald Trump, chamando-o de “o maior líder da história”. Ele também expressou sua gratidão pelo aumento de tarifas sobre as exportações brasileiras: “É importante reconhecer o presidente Trump, que na minha visão é o maior líder que já existiu. Ele iniciou uma pressão sobre o sistema financeiro brasileiro com tarifas de 50%, deixando claro que isso não se limita a interesses comerciais, mas também é uma resposta à gravíssima crise institucional que o Brasil enfrenta.”
Além disso, intensificou as críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, referindo–se a ele como um “juiz desequilibrado” e promovendo a ideia de uma anistia no Congresso Nacional.
Cercear investigação
Na semana anterior, a Polícia Federal acusou Jair e Eduardo Bolsonaro de tentarem influenciar ações judiciais no Brasil utilizando as sanções econômicas aplicadas por Donald Trump. Além disso, a PF solicitou ao STF que uma equipe de agentes fique permanentemente na residência do ex-presidente, avaliando que o monitoramento por tornozeleira não é suficiente para prevenir uma possível evasão. O ministro Alexandre de Moraes enviou essa solicitação à Procuradoria-Geral da República, que deve se pronunciar até a próxima segunda-feira (1º). (Foto: Pint Youtube)
Por Opinião em Pauta com informações da BBC Brasil



