Doze dos 15 brasileiros que participam da Flotilha da Liberdade, que leva alimentos e medicamentos para a população palestina em Gaza, estão entre os presos por militares israelenses desde a noite de 1 de outubro.
Um deles, Bruno Sperb Rocha, está incomunicável. A família perdeu o contato com Bruno desde a interceptação dos 40 barcos por tropas israelenses e pede a interferência de autoridades do governo brasileiro para saber do seu paradeiro.
Direito marítimo
Segundo o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) Ualid Rabah, “a Flotilha foi paralisada porque estava desafiando o holocausto da fome promovido em Gaza por Israel e os Estados Unidos contra o povo palestino.”
Dos brasileiros mais conhecidos que participam da Flotilha da Liberdade estão a deputada federal pelo PT do Ceará, Luizianne Lins, e o ativista de direitos humanos Thiago Ávila.
Entre os membros da Flotilha estão a ativista sueca Greta Tumberg, o neto de Nelson Mandela, Mandla Mandela e a ex-prefeita de Barcelona, Ada Colau, e a deputada do Bloco de Esquerda (Portugal), Mariana Mortágua.
De acordo com o portal globalsumudflotilla.org, a Flotilha da Liberdade é uma frota coordenada e não violenta, composta principalmente por pequenas embarcações que partem de portos do Mediterrâneo para romper o cerco ilegal da ocupação israelense a Gaza.

Aos que questionam a legalidade da expedição à Gaza, os membros da Flotilha dizem que estão respaldados pelo direito internacional. “Embarcações civis que transportam ajuda humanitária ou participam de protestos pacíficos em águas internacionais são protegidas pelo direito marítimo.”
Solidariedade
O que se sabe até aqui é que os detidos teriam sido levados à prisão do porto israelense de Ashdod, antes de serem deportados. Uma organização de direitos humanos está monitorando a situação e oferecendo aconselhamento jurídico aos presos.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, decidiu expulsar diplomatas israelenses de seu país. Já o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, chamou a interceptação israelense da Flotilha Global Sumud de “grave ofensa” contra a solidariedade.
O movimento sindical italiano anunciou uma greve geral no país para esta sexta-feira, 3 de outubro, em solidariedade aos membros da Flotilha da Liberdade. Em Portugal, milhares de pessoas saíram às ruas nesta quinta (2) – foto acima- em Lisboa e outras cidades para exigir a libertação dos presos por Israel. (Foto: Reprodução)
Por Henrique Acker (jornalista e colunista), com informações do Haaretz, globalsumudflotilla.org, Agência Brasil, Federação Árabe Palestina do Brasil e CNN Brasil



