A mais recente pesquisa eleitoral da Ideia, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PA-00540/2026, revela um cenário de equilíbrio na corrida pelo Governo do Pará, mas com vantagem para o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos (Podemos), tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O levantamento ouviu 1.000 eleitores entre os dias 23 e 27 de maio, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
No principal cenário estimulado para governador, Dr. Daniel lidera com 30% das intenções de voto, enquanto a governadora Hana Ghassan (MDB) aparece com 28%. Na sequência surgem Cleber Rabelo (PSTU), com 3%, e Araceli Lemos (PSOL), com 2%. O levantamento registra ainda 12% de votos brancos e nulos e um expressivo contingente de 26% de eleitores indecisos, mostrando que mais de um quarto do eleitorado ainda não definiu seu voto.

O cenário fica mais favorável ao candidato do Podemos quando a pesquisa simula um eventual segundo turno. Dr. Daniel alcança 39%, contra 34% de Hana Ghassan, uma vantagem de cinco pontos percentuais. Brancos e nulos somam 11%, enquanto 16% ainda não sabem em quem votariam.
Outro dado relevante é a rejeição dos candidatos.
Hana Ghassan apresenta o maior índice, com 31% dos entrevistados afirmando que não votariam nela “de jeito nenhum”. Dr. Daniel registra 24% de rejeição, seguido por Cleber Rabelo (22%) e Araceli Lemos (18%).

Análise
Embora a diferença entre Dr. Daniel e Hana Ghassan esteja dentro da margem de erro na pesquisa estimulada do primeiro turno, o conjunto dos números revela um quadro politicamente favorável ao candidato do Podemos.
O primeiro aspecto é que Dr. Daniel lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno. Isso indica que sua candidatura ultrapassa o eleitorado mais fiel e consegue dialogar com segmentos que hoje permanecem indecisos ou que tendem a migrar conforme a campanha avance.

Outro elemento importante é o elevado percentual de indecisos. Com 26% do eleitorado ainda sem candidato definido, a eleição permanece aberta. Isso significa que a campanha eleitoral propriamente dita terá peso decisivo na consolidação das preferências.
Para Hana Ghassan, o maior desafio parece ser reduzir sua rejeição. Historicamente, candidatos com índices elevados de rejeição encontram mais dificuldade para crescer durante a campanha, pois enfrentam uma barreira consolidada de resistência do eleitorado. A diferença de sete pontos em relação à rejeição de Dr. Daniel pode se tornar um fator estratégico na disputa.

Ao mesmo tempo, a governadora demonstra competitividade. Estar apenas dois pontos atrás no primeiro turno e cinco no segundo significa que permanece plenamente na disputa, especialmente considerando o peso da máquina administrativa, das alianças partidárias e do tempo de campanha.
Em síntese, a pesquisa fotografa um momento de vantagem para Dr. Daniel, mas ainda distante de qualquer definição. O grande vencedor, neste estágio da corrida eleitoral, continua sendo o eleitor indeciso. São esses votos que deverão decidir quem comandará o Pará pelos próximos quatro anos.
CORRIDA AO SENADO: HEDER LIDERA DISPUTA
Nas eleições de 2026, os eleitores renovarão duas cadeiras no Senado Federal por estado. Na pesquisa reprocessada pelo padrão TSE (considerando as duas escolhas do eleitor), o ex-governador Helder Barbalho (MDB) desponta como o nome mais forte para assumir uma das vagas.
Intenção de Voto Estimulada
Helder Barbalho (MDB): 27%
Delegado Éder Mauro (PL): 21%
Zequinha Marinho (PODEMOS): 14%
Celso Sabino (PDT): 8%
Chicão (UNIÃO): 8%
Fernando Carneiro (PSOL): 4%
Branco / Nulo: 6%
Não sabe: 13%

Chance de Voto (Potencial de Voto)
A medição de convicção de voto reforça a vantagem do emedebista. Quando perguntados sobre a probabilidade de votar em cada nome:
Helder Barbalho (MDB): 42% afirmam que votariam com certeza e 21% poderiam votar (rejeição de 28%).
Delegado Éder Mauro (PL): 26% votariam com certeza e 18% poderiam votar (rejeição de 29%).
Zequinha Marinho (PODEMOS): 17% votariam com certeza e 14% poderiam votar (rejeição de 30%). (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta – Redação



