Diálogo com EUA para reduzir tarifaço pode envolver big tecs e minerais

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, declarou que o Brasil está aberto a conversar com os Estados Unidos sobre questões relacionadas a regulamentações não tarifárias, incluindo a atividade das grandes empresas de tecnologia, centros de dados e a exploração de minerais essenciais.

Esses três aspectosforam mencionados nas declarações dos Estados Unidos durante as discussões para reduzir a taxa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump sobre produtos do Brasil.

 

  • Grandes empresas de tecnologia: referem-se às gigantes do setor que dominam as redes sociais globalmente. Durante a implementação do aumento de tarifas, Trump expressou insatisfação em relação à aplicação das legislações brasileiras sobre a atuação dessas empresas em território nacional.

 

  • Centros de dados: o Brasil almeja se tornar um centro global para centros de dados estruturas formadas por equipamentos e tecnologias avançadas voltadas à retenção, processamento e circulação de informações da internet. Eles podem ser utilizados, por exemplo, por companhias de Inteligência Artificial. A gestão de Trump está preocupada em perder relevância nesse setor.

 

  • Minerais essenciais: o Brasil possui algumas das maiores reservas globais de minerais classificados como essenciais. Estes são empregados em tecnologias avançadas, como circuitos integrados e componentes elétricos. Os Estados Unidos já expressaram interesse em explorar essas valiosas fontes.

 

 

Alckmin se encontrou com Gabriel Escobar, o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos no Brasil. A reunião acontece em um contexto de tensão devido à decisão dos EUA de elevar as tarifas de importação sobre itens brasileiros.

“Ele se aproximou para dialogar e nós expusemos nossos pontos de vista de forma clara, afirmando: veja, no que diz respeito às tarifas, de dez dos principais produtos exportados, oito têm alíquota isenta. A tarifa média é de 2,7%”, declarou Alckmin. Mesmo assim, o ministro admitiu que a questão pode residir em obstáculos não tarifários — como o interesse dos Estados Unidos por minerais estratégicos brasileiros ou as reclamações do governo Donald Trump sobre as regulamentações que a legislação brasileira impõe às grandes empresas de tecnologia.

“Se questões não tarifárias, precisamos nos reunir, dialogar e encontrar soluções. Se existem temas a serem discutidos como data centers, grandes empresas de tecnologia e minerais essenciaisvamos elaborar uma agenda de diálogo e compreensão para superar esses desafios. Embora não tenhamos criado a situação, estamos dispostos a atuar para solucioná-la.”

Alckmin conversou com os jornalistas depois de solicitar uma tigela de açaí em um quiosque em frente ao ministério. Curiosamente, o açaí é um dos itens que provavelmente será mais afetado pelo aumento nas tarifas. (Foto: Ricardo Stuckert)

Por Opinião em Pauta com informações da Ag. Estadão

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