A deputada federal Dilvanda Faro (PT-PA) presidiu na manhã desta terça-feira (21/10), uma audiência pública na Comissão da Amazônia e Povos Originários, com foco na COP 30 que acontece no início de novembro em Belém (PA). Ela destacou que os governos federal, estadual e municipal intensificam esforços para sediar o evento, ressaltando o protagonismo do presidente Lula na escolha de Belém como sede da Conferência das Partes, que pode se tornar uma das maiores edições já realizadas no mundo.
Ao compartilhar sua trajetória na Amazônia paraense, Dilvanda reforçou sua conexão com a realidade amazônica: “Nasci às margens de um dos rios mais bonitos do Pará, o Guamá, e vivi lá durante 18 anos. Daí minha identidade com os povos originários como indígenas, ribeirinhos . Sou filha de quilombolas.”
A parlamentar recordou ainda que, aos 17 anos, começou a atuar em defesa de direitos básicos da população ribeirinha, incluindo o acesso à energia elétrica e a inclusão das famílias no programa Bolsa Família.
Dilvanda Faro projeta que a COP 30 terá participação histórica e mais representativa dos povos originários e das comunidades tradicionais afetadas pelas mudanças climáticas: “Estima-se que esta será a edição com maior protagonismo desses grupos em toda a história das COPs.”
A audiência contou com a presença de representantes dos povos Kayapó do sul do Pará, uma das maiores etnias do estado, com mais de 80 aldeias, em áreas de combate ao garimpo ilegal, além de 19 comunidades com contato regular e alguns grupos isolados.
Tanto Dilvanda Faro quanto a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, enfatizaram a necessidade de assegurar que a participação dos povos da floresta, inclusive nos espaços de decisão da Blue Zone , seja significativa. “Eles são a resistência para manter a floresta de pé. Essa vivência não pode ser ignorada no debate climático”, afirmou a deputada.


