A Deputada Federal Alessandra Haber (MDB-PA) utilizou suas redes sociais para fazer um duro desabafo contra a postura do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). Em vídeo publicado recentemente, a parlamentar acusou o órgão de omissão e seletividade, afirmando que o MP atua com rigor contra opositores, mas “fecha os olhos” para as ações do governador Helder Barbalho.
“Leão contra adversários, gatinho com o governador”
A deputada não poupou metáforas para descrever o que considera uma falta de independência institucional no estado. Segundo Haber, o Ministério Público tem dois pesos e duas medidas ao lidar com o Poder Executivo:
“O Ministério Público do Pará parece um leão para perseguir os adversários, mas para bater de frente com os interesses do governador, ele é um gatinho”, afirmou Alessandra no vídeo.
A parlamentar ressaltou que, embora existam profissionais sérios na instituição, uma ala específica do MP estaria agindo de forma conivente com as diretrizes do Palácio do Governo, ignorando possíveis abusos de poder e perseguições políticas.
O Caso de Censura ao Jornalista Adriano Wilkson
Para ilustrar sua denúncia, Alessandra Haber citou o caso do jornalista investigativo Adriano Wilkson. O repórter tem sido alvo de decisões judiciais que restringem suas publicações, o que muitos juristas e entidades de classe já classificam como censura prévia. Wilkson tem se destacado por publicar denúncias que envolvem a gestão estadual e o grupo político dos Barbalho.
Além da pressão jurídica, a deputada destacou um componente digital perverso: a existência de uma suposta “milícia digital”. No vídeo, Haber reproduz trechos onde o próprio jornalista demonstra como perfis aparentemente fakes — criados recentemente e com padrões de comportamento idênticos — atacam suas redes sociais assim que ele publica conteúdos críticos ao governo.
”Será mesmo uma coincidência ou será que é uma milícia digital contratada para atacar quem critica o governo? Isso valeria, sim, uma investigação por parte do MP”, provocou a deputada.
Cenário de perseguição no Pará
As críticas de Alessandra Haber ecoam um sentimento crescente entre adversários políticos e comunicadores no Pará. Relatos de perseguição política, uso do aparato estatal para intimidar críticos e uma estranha sintonia entre decisões judiciais e os interesses do governo têm sido pauta frequente.
A denúncia da deputada coloca o Ministério Público e o Judiciário paraense sob os holofotes, questionando a saúde democrática do estado e a liberdade de imprensa. Para Haber, o silêncio e a inércia dessas instituições diante de ataques orquestrados por robôs e decisões de censura comprometem a justiça no Pará.



