Ainda na noite desta quarta-feira, 19, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se encontrar com os principais negociadores da COP30, visando avançar nas discussões em torno de algumas das questões mais controversas das negociações climáticas globais, como combustíveis fósseis e financiamento para ações climáticas.
A reunião da ONU, que ocorre por duas semanas na cidade amazônica de Belém, junta aproximadamente 200 nações com o objetivo de intensificar a colaboração internacional para conter as mudanças climáticas, mesmo sem a presença dos Estados Unidos, que é o maior responsável histórico pela emissão de gases de efeito estufa.
Entretanto, persistem diferenças em aspectos significativos, o que constitui um novo desafio à disposição global de combater o aquecimento do planeta.
Na tentativa de mudar a trajetória das conferências climáticas anteriores que não cumpriram seus prazos, o Brasil, na condição de país sede, pretende apoiar um conjunto de acordos ainda nesta quarta e solucionar questões em aberto até sexta-feira. No entanto, já se depara com atrasos na divulgação de novos documentos de negociação.
Versão do acordo
A previsão era de que a liderança da COP30 divulgasse uma nova versão do acordo preliminar no início desta quarta-feira; no entanto, até o começo da tarde, nenhuma declaração havia sido feita. Os negociadores comentaram à Reuters que questões mais complexas estão sendo debatidas.
A versão inicial do pacto divulgada na terça-feira trouxe diversas alternativas que geraram divergências de opiniões.
O Brasil, juntamente com aproximadamente 80 países, busca estabelecer um entendimento que promova medidas efetivas em um pacto de 2023 formulado na COP28, visando a transição dos combustíveis fósseis.
Entretanto, a proposta de elaborar um guia que auxilie na direção dessa mudança foi, até o momento, recusada por outros, afirmou o presidente da COP30 do Brasil, André Corrêa do Lago, na terça-feira. (Foto: Ricardo Stuckert)
Por Opinião em Pauta com informações de O Globo



