GOVERNADOR
O ex-senador Mário Couto ocupou as redes sociais semana passada com um vídeo anunciando sua pré-candidatura a governador. Bem votado nas últimas eleições ao Senado, quando ficou em terceiro lugar, Couto é conhecido por sua combatividade. Resta saber se o PL, seu atual partido, concorda com a ideia.
VÁCUO
A disposição de Mário Couto (Foto destacada) deve-se ao vácuo criado pelo próprio PL, que ainda não decidiu oficialmente qual o rumo a seguir nas eleições majoritárias do ano que vem. Uma parte do partido acredita que o melhor é uma aliança com o prefeito de Ananindeua, Daniel Santos. Uma outra não vê com bons olhos a candidatura de Santos pelo PSB e advoga o lançamento de uma candidatura própria.
DILEMA
O problema da ala majoritária do PL é que a candidatura mais competitiva do partido é a do deputado federal Eder Mauro, mas que, ao mesmo tempo, ostenta índices elevados de rejeição, o que é mortal em candidaturas majoritárias. Conhecido como um parlamentar combativo, Eder perderia a tribuna caso não consiga o objetivo de se eleger governador.
OPÇÕES
As outras opções do PL para a disputa do Governo seriam os nomes dos deputados Joaquim Passarinho, Delegado Caveira e Rogério Barra, que também correriam o risco de ficar sem mandato na hipótese de uma derrota eleitoral. É nesse contexto que cresce a possibilidade do nome de Mário Couto, que tem musculatura eleitoral e está sem mandato. A conferir as próximas movimentações dentro do PL.
CENTRO
Daniel Santos acompanha atento as movimentações dentro do PL. Ele tem conversado com lideranças do partido e avalia que o melhor cenário é de união de todos os setores de oposição. Insiste que a disputa no Pará não é entre direita e esquerda, mas entre quem quer a continuidade dos Barbalho no poder e os que são contra. No entanto, está pronto para disputar as eleições caso o PL decida lançar candidato. Nesse caso, a união das oposições ficaria para o segundo turno.

RUIM
A Coluna apurou que não foi boa a reunião que o ministro Celso Sabino teve com o governador Helder Barbalho (MDB) há cerca de 15 dias, na Casa Civil da governadoria. HB teria informado que a chapa do MDB para o senado será formada por ele próprio e pelo deputado Chicão (foto acima) e teria sugerido que Sabino dispute novamente para deputado federal, apesar de dizer ao ministro tem o direito de apresentar sua candidatura à Câmara Alta. Pra bom entendedor…
CONVOCAÇÃO
Logo após a reunião com Sabino, o governador reuniu com cerca de 15 prefeitos. A eles teria informado o conteúdo da reunião com o ministro do Turismo e pedido a todos que apoiem a candidatura do deputado Chicão ao Senado. Ele teria dito que deu prazo ao ministro até o final de dezembro para que ele tome uma decisão. E que se a decisão fosse por disputar o senado não haveria mais motivo para conversar.
LUVA
Nesse cenário, a candidatura do ministro do Turismo numa composição com Daniel Santos cairia como uma luva para ambos. Celso teria uma candidatura a governador forte para se amparar e Daniel o apoio de um nome em ascensão na política paraense, com boa capilaridade política em dezenas de municípios. As condições objetivas, leia-se estrutura de campanha, e subjetivas, sinônimo de audácia e coragem, são as que vão decidir esse imbróglio.
TRIBUNAL
Chegou-se a comentar que, na hipótese de Helder Barbalho admitir a candidatura de Celso Sabino ao Senado, a opção seria deslocar o deputado Chicão para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado ou dos Municípios. Para isso conselheiros teriam que antecipar o final de seus mandatos. Uma operação um pouco complicada, mas não impossível de acontecer. No entanto, as recentes manifestações do governador praticamente sepultam essa possibilidade.
DOUTORA
No próximo dia 12 de dezembro, a paraense Karol Cavalcante (foto abaixo) defende na prestigiada Unicamp sua tese de doutorado. O tema é: “Financiamento eleitoral de mulheres: Atuação partidária na distribuição de recursos públicos de campanha no Brasil”. Karol aponta que os partidos são os principais responsáveis pela sub-representação das mulheres na política, fazendo com que o Brasil seja um dos piores países da América Latina no ranking global de representação parlamentar feminina.

BANCA
O estudo da paraense é inédito. Ela entrevista mulheres de diferentes legendas, que ocupam cargos nas secretarias nacionais dos partidos políticos brasileiros. A banca avaliadora da tese será composta por docentes da USP, UFRGS e UFPR, conhecidos por serem os maiores nomes do Brasil nos estudos de financiamento eleitoral de campanhas.
PREFEITOS
Aproveitando-se da movimentação da COP 30, o Governo do Estado organizou a chamada COP das Prefeituras. O evento está acontecendo no espaço da Assembleia de Deus, na rodovia Augusto Montenegro. Dos 143 municípios convidados diretamente pela Casa Civil (Ananindeua ficou de fora), apenas 80 montaram stands, a um custo de 26 mil reais. E somente uns 70 compareceram com representantes na abertura. Quase não se vê a presença de prefeitos. Como diz o ditado popular: “conversa fiada não enche barriga”.
PARTIDOS
Com a criação do partido Missão, o Brasil passa a ter agora 30 partidos legalizados junto à Justiça Eleitoral. São eles: MDB, PDT, PT, PCdoB, PSB, PSDB, Agir, Mobiliza, Cidadania, PV, Avante, PP, PSTU, PCB, PRTB, DC, PCO, Podemos, Republicanos, Psol, PL, PSD, Solidariedade, Novo, Rede, PMB, Unidade Popular, União Brasil, PRD e Missão.
FEDERAÇÕES
Com a criação das federações, esse número acaba diminuindo, pois, na prática, cada federação passa a atuar como se fosse um partido. Por enquanto, as federações que se anunciam para as próximas eleições são as seguintes: PT-PCdoB e PV; Solidariedade e PRD; União Brasil e PP; Psol e Rede; PSB e Cidadania. Outras possibilidades de aglutinação de partidos estão em debate e envolvem partidos como o PSDB, PDT, MDB e Republicanos.
METRALHADORA
Prefeito Aurélio Goiano (Avante) – foto abaixo – disparou sua conhecida metralhadora verbal durante a COP 30, num duro pronunciamento contra a Companha Vale, a quem chamou de sonegadora. Mas também disparou contra o Governo do Estado, por ter alterado o critério de distribuição do ICMS, o que ocasionou a perda de alguns milhões de reais ao ano para sua prefeitura. De quebra falou que se a esquerda administrar o deserto do Saara acaba com a areia de lá.

FEDERAL
Cresce a movimentação do atual superintendente do Ministério do Trabalho no Pará, Paulo Gaia, para disputar uma vaga de deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores. Jeitoso no trato com as lideranças, Gaia pilota programas sociais importantes do governo federal, voltados sobretudo para as poderosas Colônias de Pescadores, espalhadas por todo o Estado.
DIÁLOGO
Causou espécie a reunião que o prefeito Daniel Santos teve com o superintendente da Sudam, o ex-senador Paulo Rocha, semana passada. Logo alguns perfis nas redes sociais trataram de espalhar que se tratava de uma aliança entre Daniel e o PT. Nada disso. Além da boa relação que tem com Paulo Rocha, o prefeito foi até a Sudam conversar sobre interesses de empresas que querem se instalar em Ananindeua.
CONSOLIDADA
Na realidade, se depender do senador Beto Faro, que comanda o partido no Estado, o PT vai caminhar em aliança com o MDB nas eleições do ano que vem. Faro ainda aposta na possibilidade dele ser o cabeça de chapa na disputa pelo governo, por entender que tem maior musculatura eleitoral, mas também está pronto para manter a aliança na hipótese do PT ter que indicar o vice de Hana Ghassan (MDB).
ELEIÇÕES
A influente Comieadepa (Convenção Interestadual de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Pará) realizará eleições para a presidência da entidade no próximo dia 2 de dezembro. A disputa está entre o pastor Océlio Nauar, que assumiu o cargo interinamente após a renúncia do então presidente, e o pastor Jaime Pires, de Ananindeua. A disputa assume contornos políticos, pois o governador Helder Barbalho revela preferência pela chapa de Nauar.
FRASE
Ditado popular: “Na briga pelo poder, o mais besta dá rasteira em cobra”.



