Celso Sabino entrega a Lula carta de demissão do Turismo

ministro do Turismo, Celso Sabino, formalizou sua saída, que havia sido comunicada na semana anterior, quando o União Brasil estipulou um prazo de 24 horas para que seus membros se afastassem dos postos no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sabino declarou que ficará em seu posto até a próxima quinta-feira (2), a solicitação do presidente Lula, para auxiliá-lo em um evento de inauguração de projetos finalizados para a COP30, em Belém.

Hoje, conversei com o presidente da República sobre a decisão do meu partido, do qual sou membro, de se desvincular do governo. Nesta ocasião, apresentei ao presidente minha carta e formalizei meu pedido de desligamento do Ministério do Turismo, respeitando a escolha do meu partido”, declarou Sabino.

Minha intenção é prosseguir com o trabalho que temos realizado. Temos mantido um diálogo constante, e hoje o presidente sinalizou a oportunidade de expandir essa conversa com o partido União Brasil, para que possamos entender quais serão os desdobramentos futuros.“.

Sabino informou que apresentou sua carta de demissão nesta sexta-feira, mas continuará exercendo suas funções por pelo menos mais uma semana.

“Hoje eu apresentei minha carta de demissão ao presidente. Ele fez esse pedido e, da mesma forma que ele foi extremamente gentil, depositou sua confiança em mim, impondo-me uma grande responsabilidade que estou me esforçando para cumprir. Diante disso, não poderia recusar esse pedido”, declarou.

Na sexta-feira passada (19), o ministro teve uma conversa com o presidente Lula acerca do prazo estabelecido pelo partido. Durante essa reunião, ficou decidido que eles se reuniriam novamente após a viagem do petista a Nova York, onde ele participará da Assembleia Geral da ONU.

Celso Sabino, membro do União Brasil, foi escolhido como deputado federal pelo estado do Pará. Após dois anos exercendo o cargo de ministro do Turismo, ele deverá voltar ao Congresso Nacional.

Nas semanas recentes, Sabino dialogou com líderes e apoiadores na busca de uma alternativa para impedir sua saída do cargo. Apesar disso, conseguiu postergar sua exoneração por alguns dias, justificando que ainda tinha compromissos a cumprir à frente do ministério.

O ministro pretende continuar no seu posto até pelo menos a realização da COP30, que ocorrerá em novembro em Belém.  (Foto: Ricardo Stuckert)

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