Para assegurar a presença de Folarin Balogun nas oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica, a Casa Branca organizou uma ação jurídico-política inovadora, elaborando um relatório contra a decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus, que havia aplicado um cartão vermelho que levaria à suspensão imediata do jogador norte-americano.
De acordo com o site The Athletic, que faz parte do New York Times, a administração de Donald Trump contratou juristas em parceria com o Secretário de Comércio, Howard Lutnick, além de Scott Goodwin, doador da Federação de Futebol dos Estados Unidos (U.S. Soccer) e administrador de fundos de investimento.
Os documentos legais foram encaminhados à federação dos Estados Unidos e formaram a fundamentação para o dossiê apresentado à Fifa, visando contestar a penalização do atacante após receber um cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina, na fase eliminatória do torneio.
Conforme informado na publicação, Andrew Giuliani, que é o diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, desempenhou uma função crucial ao colaborar diretamente com a equipe legal e ao solicitar atualizações frequentes da Fifa e da U.S. Soccer. A argumentação apresentada na defesa sustentou que a expulsão foi inadequada, destacando em particular uma alegada falha na aplicação do sistema de VAR.
O argumento central foi de que a decisão da arbitragem se apoiou de maneira excessiva em imagens paradas e em filmagens em câmera lenta, o que teria distorcido a intensidade da infração e levado o árbitro a cometer um engano. Além disso, Trump contatou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, solicitando a reavaliação da suspensão automática.
Em um artigo anterior, o New York Times reportou que Goodwin informou a pessoas próximas a Trump sobre alegações de que Claus estaria envolvido em fraudes relacionadas a resultados no Brasil, utilizando cartões vermelhos de maneira inadequada. Contudo, tanto as autoridades brasileiras quanto a FIFA não encontraram provas que sustentassem as acusações contra Claus. Ainda assim, Trump abordou essas alegações durante sua conversa com Infantino.
Balogun recebeu o cartão vermelho na vitória de 2 a 0 contra a Bósnia ao pisar no tornozelo direito do defensor Tarik Muharemovic durante uma batalha pela bola. Essa expulsão implicou em sua suspensão imediata para a partida das oitavas de final contra a Bélgica. Na sexta-feira, o próprio jogador reconheceu à mídia que foi necessário “aceitar” a decisão do árbitro.
Neste domingo, a Fifa divulgou uma nota informando que Balogun poderá jogar contra a Bélgica, mesmo após ter sido expulso na partida anterior. Essa decisão gerou revolta na Uefa, que a considerou “sem precedentes, ilógica e sem justificativa“.
A Real Federação Belga de Futebol declarou que não recebeu retorno após solicitar esclarecimentos sobre a autorização para que o jogador atuasse e teve o pedido de revisão da elegibilidade do atleta americano rejeitado. A organização ressaltou que, independentemente do desfecho da partida, irá questionar a inclusão do jogador na equipe. ( Foto: Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via Getty Images)
Por Opinião em Pauta com informações da BBC



