Nesta quarta-feira (18), o governo do Brasil anunciou sua vontade de firmar uma parceria com a Índia para a fabricação de vacinas e medicamentos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, faz parte da delegação liderada pelo presidente Lula, que se encontra em Nova Délhi para a cúpula sobre os efeitos da inteligência artificial.
De acordo com Padilha, conforme anunciado pela administração, a sugestão de colaboração abrange organizações públicas e companhias de ambas as nações para a fabricação de fármacos oncológicos e medicamentos destinados ao tratamento de enfermidades tropicais.
Durante uma reunião com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar Familiar) e Prataprao Jadhav (Medicina Tradicional), Padilha também manifestou o desejo de intensificar as iniciativas e compartilhar experiências relacionadas ao acesso universal da população aos serviços de saúde.
Tecnologias digitais
“O Brasil e a Índia possuem sistemas públicos sólidos, uma considerável capacidade científica e uma posição estratégica no Sul Global. A colaboração entre nós na área da saúde pode aumentar o acesso da população a medicamentos, reforçar a produção interna e promover a inovação”, declarou o ministro brasileiro.
Padilha estendeu um convite aos indianos para se juntarem à Coalizão Global dedicada à Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Justo. Ele destacou: “Desejamos que Brasil e Índia liderem uma nova proposta internacional de saúde que se fundamente na produção local, inovação e colaboração solidária.”.
Uma nova conversa entre líderes do Brasil e da Índia esteve ligada ao uso de tecnologias digitais e inteligência artificial na estruturação dos sistemas de saúde pública.
Conforme Padilha, a troca de conhecimentos em saúde digital pode contribuir para a atualização do SUS, aumentar o acesso e aprimorar o atendimento à população.
Outra sugestão foi a criação de uma biblioteca virtual dedicada à medicina tradicional, coletando evidências científicas, diretrizes, investigações clínicas, documentos históricos e recomendações sobre práticas integrativas e complementares na área da saúde. (Foto: Rafael Nascimento/MS)
Por Opinião em Pauta com informações do MS


