A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, por meio do Diário Oficial da União (DOU), que decidiu apreender todos os lotes de um xarope amplamente utilizado. Essa ação foi motivada pela publicidade e venda do produto sem o devido registro na entidade federal.
A decisão também estabelece a proibição do uso, comércio, distribuição, produção e importação do remédio conhecido como “Xarope da Vovó Isabel”.
Conhecido popularmente como “Xarope da Vovó”, esse produto pode ser adquirido em supermercados, drogarias, feiras e até online, com um preço em torno de R$ 15. O remédio é anunciado como sendo “100% natural” e promete “purificar os pulmões”.
De acordo com a Anvisa, o remédio é produzido por uma empresa sem reconhecimento, em violação à legislação vigente no Brasil. “As medidas de fiscalização estabelecidas se aplicam a qualquer indivíduo, empresa ou meio de comunicação que comercialize ou promova o produto“.
O xarope está disponível em variados tipos de frascos e exibe um rótulo que dá a impressão de ser feito à mão. As orientações indicam seu uso para tratar pneumonia, tosse, resfriado, bronquite e irritações na garganta. A sugestão é consumir três “colheres de sopa“ diariamente.
A Anvisa decidiu estender a mesma ação a todos os lotes de outros três produtos do Grupo Nutra Nutri: Colágeno com vitamina C, L-treonato de magnésio e Espinheira Santa.
Empresa fala em lote falsificado
A companhia que produz os itens não detém a permissão da Anvisa para a produção de fármacos.
A agência também solicitou a retirada de todos os lotes do produto Curcumyn Long (Extrato de Cúrcuma Longa 95%), produzido pela Akron Pharma Ltda.
A razão para essa ação foi uma fiscalização que verificou que o produto não cumpre as normas estabelecidas na lei sobre o método de produção. Portanto, deve ser retirado do mercado e ter suas vendas, distribuição, fabricação, publicidade e uso interrompidos.
Por fim, a Anvisa impôs a proibição de um lote de toxina botulínica, popularmente chamada de Botox. O lote L42158 foi alvo de apreensão e sua comercialização, distribuição e utilização estão banidas.
A empresa encarregada do registro do medicamento, Beaufour Ipsen, declarou que não considera o lote autêntico. Assim, trata-se de uma falsificação. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Por Opinião em Pauta com informações da Anvisa e agências de notícias



