Belém – A rodovia Alça Viária, na região metropolitana de Belém, foi parcialmente obstruída nesta quarta-feira, 21, após protestos realizados por fornecedores da empresa “Rota do Pará” que alegam falta de pagamento por serviços prestados. Desde às 7 horas da manhã, a manifestação vem provocando lentidão no tráfego e afetando o deslocamento de motoristas que utilizam uma das principais ligações viárias da Grande Belém.
Segundo os manifestantes, os débitos da Rota do Pará, empresa que tem a concessão de algumas rodovias paraenses, se acumulam há 90 dias e incluem serviços já concluídos, sem que a empresa tenha apresentado um cronograma claro para a quitação dos valores.
Com faixas e cartazes, os fornecedores afirmaram que recorreram ao protesto após tentativas frustradas de negociação e cobranças administrativas. Algumas faixas denunciam a concessionária de “caloteira” e expressões como “Somos Pais de Famílias, precisamos sobreviver”, etc.
O bloqueio ocorreu em um trecho estratégico da rodovia, exatamente próximo ao posto de pedágio localizado no KM 50, entre as pontes dos rios Moju e Acará -, causando congestionamentos e exigindo a atuação de agentes de trânsito para orientar os condutores e tentar minimizar os impactos.
Em alguns momentos, o tráfego foi liberado de forma alternada, mas a lentidão persistiu ao longo do período da manifestação.
A Polícia Rodoviária e órgãos de trânsito acompanharam o ato para garantir a segurança no local e evitar conflitos. Não houve registro de feridos. Autoridades informaram que dialogaram com os manifestantes em busca de uma solução que permitisse a liberação total da via.
Procurada, a empresa citada no protesto ainda não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias de inadimplência até o fechamento desta matéria. Os fornecedores afirmam que, caso não haja avanço nas negociações, novas mobilizações podem ser realizadas nos próximos dias.
A Alça Viária é considerada fundamental para o escoamento de cargas e o deslocamento entre municípios da região metropolitana, e bloqueios no local costumam gerar reflexos diretos na economia e na rotina da população.
Concessão por 30 anos
O Governo do Pará, através do mandato do governador Helder Barbalho (MDB) concedeu à Rota do Pará uma concessão pública de 30 anos, com início em 1º de agosto de 2024, para a operação, manutenção, modernização e investimentos nas rodovias estaduais PA-150, PA-475, PA-483, Alça Viária, além de trechos da PA-252 e PA-151.
Hoje, já existem 8 praças de pedágio em funcionamento entre Marabá e Belém, mas várias empresas que trabalharam ou ainda trabalham para a Rota do Pará estão sem receber, causando prejuízo aos fornecedores.
Empresas de engenharia e locação de equipamentos estão há mais 90 dias sem receber pagamento pelos serviços prestados e ameaçam fechar as praças de pedágios.
Rota do Pará responde
O setor de comunicação da concessionária Rota do Pará enviou nota ao OP com versão da empresa. A seguir, integrada nota:
A concessionária Rota do Pará, responsável pela administração das rodovias PA-150 / PA-475 / PA-483 / Alça Viária, na totalidade, e de trechos das PA-252 / PA-151, informa que tomou conhecimento da situação envolvendo os trabalhadores subcontratos por seus fornecedores e que tem mantido canais de diálogo com todas as partes envolvidas.
A concessionária esclarece ainda que cobra de todos os seus prestadores de serviço e fornecedores, a manutenção das respectivas obrigações trabalhistas e contratuais com subcontratados.
(Fotos e Vídeos: Redes Sociais)
Por Opinião em Pauta



