Aliados de Flávio veem “chance zero” de vitória no TSE

O entorno de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, considera praticamente nulas as chances de sucesso da ofensiva jurídica contra a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação acusa a campanha petista de abuso de poder econômico, sob o argumento de que medidas anunciadas pelo governo durante o período eleitoral teriam influenciado o resultado das urnas.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), apresentada pelo PL, pede a cassação da chapa Lula-Alckmin. Segundo interlocutores próximos a Flávio, porém, a iniciativa tem como principal objetivo “marcar posição” e “dar satisfação ao eleitorado”, e não alimentar uma expectativa concreta de vitória em um futuro julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na tarde desta segunda-feira (26), Flávio alterou sua estratégia e desistiu de contestar a validade da votação do segundo turno. Em vez de questionar o resultado das urnas, passou a concentrar as críticas no conjunto de medidas econômicas e sociais anunciadas durante a campanha.

Entre as iniciativas citadas estão mudanças nas regras do Microempreendedor Individual (MEI), renegociação e perdão de dívidas desses empreendedores, reajuste do Bolsa Família para compensar perdas inflacionárias, oferta de crédito subsidiado, inclusão de canetas emagrecedoras no SUS, ampliação do programa Pé-de-Meia e gratuidade no transporte público aos fins de semana, entre outras ações.

Nos bastidores, aliados de Flávio apresentam avaliações divergentes sobre as perspectivas da ofensiva judicial. Alguns admitem que a ação poderia ganhar força no futuro, a depender do desgaste político enfrentado pelo quarto governo Lula.

Outros integrantes do grupo, especialmente os envolvidos na elaboração da Aije, demonstram maior ceticismo. Na avaliação desse setor, o TSE manteria uma maioria favorável ao governo, cenário que consideram consolidado após a presença do PT na Presidência da República durante 17 anos e meio dos últimos 24.

O diagnóstico predominante entre esses aliados, portanto, é de que a iniciativa judicial tem mais utilidade política imediata do que perspectivas reais de produzir uma reviravolta no resultado eleitoral. (Foto:  Charles Vieira)

Por Opinião em Pauta com informações da CNN

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