O ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez contribuições para o financiamento do longa-metragem “Dark Horse” que superaram os valores reconhecidos pelo senador e aspirante à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Um documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) indica uma quantia de US$ 1,6 milhão, que foi desembolsada no dia 16 de setembro de 2025. Essa informação foi divulgada pela revista Piauí e corroborada pela CNN através de fontes conhecedoras do caso.
A data do pagamento diverge de uma afirmação de Flávio Bolsonaro à GloboNews. Após a divulgação de conversas entre o deputado e o ex-banqueiro a respeito do financiamento do filme, Flávio declarou em uma entrevista que o pagamento final realizado por Vorcaro aconteceu em maio de 2025.
Os valores foram transferidos ao Havengate Development Fund, um fundo de investimento dos Estados Unidos que gerenciava os recursos destinados ao “Dark Horse” e os repassava para a Go Up Entertainment, a empresa encarregada da produção do filme.
A matéria menciona ainda uma recente troca de mensagens ocorrida em outubro. O diálogo sugere a realização de mais um repasse, desta vez com valores específicos. A conversa envolveu o publicitário Thiago Miranda, que admitiu à Polícia Federal ter colaborado na arrecadação de fundos para a Dark Horse.
Ao ser indagado por repórteres no Senado acerca dos repasses, Flávio afirmou não possuir dados sobre a questão. Ele ressaltou que as perguntas devem ser direcionadas à produtora do filme. “Questione a produtora sobre qual é essa parcela. O valor está na prestação de contas. Na prática, é a produtora que deve lidar com isso”, declarou.
O Coaf declarou em comunicado que “não comenta sobre casos específicos” e que os relatórios são produzidos em “regime de sigilo”. De acordo com a instituição, esses documentos são enviados a autoridades competentes quando requisitados e sempre que o Coaf “detecta transações significativas relacionadas à prevenção da lavagem de dinheiro”.
As investigações relacionadas ao caso “Dark Horse” estão examinando possíveis anomalias no financiamento do longa-metragem e se todos os recursos transferidos por Vorcaro foram efetivamente utilizados na produção.
Existem duas investigações em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal). A primeira, sob a relatoria do ministro André Mendonça, investiga possíveis anomalias relacionadas ao financiamento. Já a segunda, que é relatada pelo ministro Flávio Dino, examina a alegação de que recursos provenientes de emendas parlamentares foram utilizados para custear a produção. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com CNN



