José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil pelo PT, foi diagnosticado com linfoma, conforme nota médica liberada pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta sexta-feira (15).
Dirceu foi admitido no hospital Sírio em 10 de maio para a realização de exames completos, que diagnosticaram linfoma.
De acordo com o hospital, ele está estável e ficará internado para dar início ao tratamento adequado.
Os linfomas constituem uma categoria de câncer que afeta o sistema linfático, uma complexa rede de vasos e gânglios que faz parte do sistema imunológico e se relaciona com a circulação sanguínea.
Em março, durante uma visita a Campinas (SP), Dirceu revelou sua candidatura a deputado federal nas eleições deste ano. Esse será seu primeiro pleito após um intervalo de 24 anos.
De acordo com suas palavras, a nova eleição tem como objetivo expandir a representação do partido em São Paulo no Congresso e oferecer apoio a Lula no estado. “Nossa missão é conduzir uma campanha em São Paulo, uma vez que aqui o Lula triunfou na eleição de 2022, conseguindo 4 milhões de votos a mais que Bolsonaro. Portanto, almejamos conquistar 5 ou 6 do Flávio”.
“Temos a intenção de concorrer ao governo com Tarcísio. Considero essencial que o PT apresente uma proposta sólida para competir de maneira efetiva contra Tarcísio em São Paulo“, afirmou o político, que celebrou seu 80º aniversário na última segunda-feira (16).
Em 2002, José Dirceu conquistou o mesmo posto que buscará novamente em outubro. Nesse pleito, obteve 556.563 votos, tornando-se o segundo candidato mais votado para tal posição. Posteriormente, ele abandonou a Câmara dos Deputados para assumir a Casa Civil no governo de Lula, mas saiu em junho de 2005, no contexto do mensalão, um esquema ilegal de financiamento para pagar parlamentares.
Ao retornar ao Congresso, José Dirceu teve seu mandato revogado em dezembro de 2005 e, em 2012, foi julgado e condenado pelo escândalo do mensalão, cumprindo a sentença. Em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) ofereceu clemência ao ex-deputado do PT.
Qual é a ação do linfoma?
Os tipos principais de câncer relacionados ao sangue são: leucemias, mielomas e linfomas.
As leucemias impactam a medula óssea, responsável pela produção das células sanguíneas, enquanto os linfomas comprometem o sistema linfático. Este último é constituído por uma rede de vasos e gânglios que integrama tanto o sistema imunológico quanto o sistema circulatório, conforme esclarece o hospital oncológico A. C. Camargo.
Os linfomas podem ser classificados em duas categorias principais: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin.
A denominação é originada da descoberta realizada em 1832 pelo patologista britânico Thomas Hodgkin (1798-1866), que estudou diversos indivíduos apresentando sinais de câncer que impactavam os gânglios linfáticos.
Esse tipo de câncer recebeu a denominação “doença de Hodgkin” em seus primórdios, mas ao término do século 20 passou a ser conhecido como “linfoma de Hodgkin”.
De acordo com a Associação Norte-Americana de Leucemia e Linfoma, essa alteração ocorreu pois estudos mais recentes mostraram que a doença resulta de uma alteração no DNA de um linfócito, que é um tipo de célula branca do sangue responsável pela defesa contra infecções.
A alteração no linfócito o converte em uma célula de linfoma, apta a multiplicar-se sem controle. Essas células se agrupam e dão origem a massas, conhecidas como tumores, frequentemente concentrando-se nos gânglios linfáticos.
“Se comparássemos o corpo a uma residência, a leucemia representaria um transtorno que compromete toda a construção, enquanto o linfoma afetaria apenas os cômodos. Isso significa que ele tende a se localizar em regiões específicas do corpo, especialmente nos gânglios linfáticos”, explica a doutora Carla Casulo, que lidera a seção de linfoma no Instituto Wilmot de Câncer da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)
Por Opinião em Pauta com informações do G1



