Belém (PA) – A capital da COP 30 foi embalada esse final de semana , pelo som dos tambores, das rabecas e pelo colorido dos brincantes do Arraial do Pavulagem, que realizou seu 3º Arrastão de 2025 em um cortejo vibrante pelas ruas do centro da cidade.
Para quem ainda não viu, o Pavulagem não é apenas um desfile. É memória em movimento, é o coração da Amazônia pulsando em sons e passos no asfalto quente de Belém. “É o mais belo espetáculo da cultura amazônica, porque ele não se apresenta, ele acontece”, dizem os próprios protagonistas da festa.
Segundo Júnior Soares, um dos fundadores do Arraial do Pavulagem, o grupo cultural carrega muito mais do que fantasias e bandeiras. “Ele leva o rastro dos rios, o canto dos bois, a ancestralidade das danças e um jeito de ser que só o paraense entende com o corpo inteiro”, afirma.

“É arte que nasce do povo e volta pra ele em forma de festa”, completa Júnior, destacando que, a cada arrastão, um país invisível se revela , com seus batuques, suas palhaçadas e sua fé dançante.
A concentração da festa foi na Praça da República, que se transformou em palco a céu aberto. A tradicional Roda Cantada deu início à celebração, reunindo famílias, turistas e o vibrante Batalhão da Estrela , todos guiados pelo mesmo compasso: o do orgulho amazônico.
Embora o mês junino se despeça, a festa ainda não acabou. O 4º e último Arrastão do Pavulagem de 2025 já tem data marcada: será no próximo domingo, 6 de julho. Porque em Belém, a festa não termina ela apenas muda de ritmo. (Foto: Redes Sociais)



