Guerra comercial: China impõe tarifas adicionais de 34% sobre os EUA

A China anunciou tarifas adicionais de 34% sobre os produtos dos Estados Unidos nesta sexta-feira (4), a mais séria escalada em uma guerra comercial com o presidente norte-americano, Donald Trump, que alimentou os temores de uma recessão e desencadeou perdas generalizadas nos mercados globais de ações.

Pequim divulgou que, a partir desta sexta-feira, implementará restrições às exportações de minerais raros médios e pesados para os Estados Unidos, abrangendo elementos como samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio.

O governo da China visa fortalecer a proteção da segurança e dos interesses nacionais, além de atender a compromissos internacionais, como a prevenção da proliferação, por meio da aplicação de controles de exportação de produtos relevantes, conforme comunicado do Ministério do Comércio.

O departamento também incluiu 16 organizações dos Estados Unidos em sua lista de restrição de exportação, que impede a exportação de produtos de dupla finalidade para as empresas envolvidas.

“Entidades não confiáveis”

Mais 11 companhias dos Estados Unidos foram incluídas na relação de “entidades não confiáveis”, possibilitando que Pequim implemente sanções contra organizações estrangeiras. Dentre as mencionadas estão a Skydio Inc. e a BRINC Drones, devido à comercialização de armamentos para Taiwan, uma nação de governo democrático que a China considera parte de seu território.

O Ministério do Comércio declarou que as companhias afetadascomprometeram gravemente” a soberania do país, sua segurança e os interesses de crescimento da China, e estarão impedidas de realizar novos investimentos, bem como de importar e exportar dentro do território chinês.

Importações de aves

No âmbito das ações de retribuição, a China decidiu interromper as importações de aves de duas importantes empresas americanas, Mountaire Farms, de Delaware, e Coastal Processing. Essa decisão foi adotada com o intuito de salvaguardar a saúde dos consumidores”, após a constatação de substâncias ilegais em produtos provenientes dos Estados Unidos em diversas ocasiões, conforme informações divulgadas no site da Administração Geral das Alfândegas da China. (Foto: Reuters)

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