Um grande efetivo policial está mobilizado nas ruas atualmente procurando por Emílio de Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreiro. Além do mandado de detenção, os oficiais estão executando mais de 20 ordens de busca e apreensão. Todos os locais investigados estão ligados ao indivíduo considerado o autor intelectual do homicídio do empresário Vinícius Gritzbach.
De acordo com as apurações, o suspeito integra o grupo central do PCC que mantinha vínculo direto com Anselmo Santa Fausta, um traficante de elevado escalão da organização, assassinado a tiros em dezembro de 2021.
Vinícius Gritzbach foi detido sob a acusação de matar Santa Fausta. Acredita-se que o empresário tenha aplicado em criptomoedas os recursos de Santa Fausta e de Cigarreiro, que atualmente é alvo de busca pela polícia.
A empreitada não saiu como o esperado, e Gritzbach começou a enfrentar cobranças. Sua dívida superava a marca de R$ 100 milhões. Ele chegou a ser sequestrado e levado para um tribunal do crime.
De acordo com a polícia, quem ordenou o assassinato do empresário esteve presente no “veredito” de Gritzbach em 2022. Ele conseguiu evitar a morte ao prometer restituir o valor, mas isso nunca se concretizou.
A equipe especial da polícia está em busca de informações sobre o valor que Cigarreiro destinou para que membros da corporação da polícia militar eliminassem o informante do PCC.
Dois policiais militares, reconhecidos como os atiradores, já foram detidos: o cabo Denis Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. O motorista que supostamente os transportou até o local, o tenente Fernando Genauro, também se encontra encarcerado no presídio militar Romão Gomes.
Os defensores Renato Soares do Nascimento e Mauro da Costa Ribas Junior, que representam os três policiais militares, sustentam a inocência dos seus clientes e garantem que, durante o processo judicial, apresentarão evidências documentais e depoimentos. (Foto: Reprodução)