O ex-assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, foi conduzido por autoridades italianas a uma delegacia nesta quarta-feira (1º), segundo noticiou a Veja. A situação não está completamente definida, pois ainda não se sabe se ele ficará sob custódia preventiva ou se apenas deverá assinar um documento que restrinja sua movimentação na Europa.
Tagliaferro enfrentou acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter compartilhado informações sigilosas entre os integrantes da equipe de Moraes. No mês anterior, o ministro do Supremo fez uma petição formal solicitando a extradição do ex-assessor. Em 20 de agosto, o Ministério da Justiça remeteu o pedido ao Itamaraty, responsável pela comunicação com o governo italiano.
Imputando denúncias
Tagliaferro, que atuou como diretor da Assessoria Especial para o Combate à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ganhou destaque ao imputar acusações a um ministro do STF e a outros personagens públicos envolvidos nas investigações sobre ações fraudulentas de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).
Tendo a cidadania italiana, ele realizou uma viagem recente à Itália com o intuito de se distanciar de possíveis processos judiciais no Brasil. Na quarta-feira (1), estava programada a presença do ex-assessor em uma audiência na Câmara dos Deputados, na qual ele se manifestaria sobre as afirmações que tem divulgado do exterior.
Analisar pedido de extradição
Neste momento, o sistema judiciário da Itália está encarregado de avaliar o pedido de extradição apresentado pelo Brasil. Enquanto isso, a situação de Tagliaferro permanece ambígua, o que pode levar à sua detenção provisória ou a restrições em sua liberdade de movimento no território italiano. (Foto: Reprodução/Facebook)
Por Opinião em Pauta com informações da BBC



