11 bebês recebem antídoto para picada de cobra por engano

Um hospital em Santa Catarina administrou o antiveneno de cobra a 11 bebês recém-nascidos em vez da vacina contra hepatite B. Como resultado, esses recém-nascidos ainda não receberam a imunização contra a doença, que deve ser realizada nas primeiras horas após o parto.

O que ocorreu foi que os recém-nascidos receberam a aplicação do soro entre 9 e 11 de julho. Os incidentes foram registrados no Hospital Santa Cruz, localizado em Canoinhas, uma instituição filantrópica no interior de Santa Catarina. Esta cidade está situada a aproximadamente 5 horas de Florianópolis.

A similaridade entre os frascos pode ter contribuído para o equívoco. Karin Adur, diretora da instituição, mencionou que tanto a cor quanto o formato do conteúdo e do rótulo dos produtos, produzidos pelo Instituto Butantan, são idênticos — o que pode ter gerado confusão entre os profissionais responsáveis pela aplicação das doses.

O Instituto esclareceu que as unidades de saúde são responsáveis pelo armazenamento e gerenciamento dos produtos. “A uniformização dos rótulos e das embalagens das vacinas e soros fornecidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS), sem considerar o fabricante”, destacou o Instituto Butantã.

Devido a um engano, os recém-nascidos não foram vacinados contra a hepatite B, que deveria ter sido administrada nas primeiras horas após o nascimento. A investigação revelou que a instituição de saúde está à espera da permissão da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) para proceder com a imunização das crianças. Os profissionais estão observando as respostas dos sistemas imunológicos dos bebês ao soro antes de realizar a vacinação.

Os bebês estão saudáveis e não apresentaram reações adversas, conforme comunicado do hospital. A Secretaria de Saúde local declarou que está supervisionando os recém-nascidos. Além disso, a Vigilância Epidemiológica de Canoinhas está atenta à situação.

O hospital divulgou a seguinte informação: “Destacamos que não houve nenhum efeito colateral observado nos bebês, que não estão hospitalizados, permanecem em boa condição e estão sob monitoramento. Todas as famílias recebem suporte da nossa equipe, que está cumprindo rigorosamente todos os protocolos de segurança para os pacientes.”.

Na imagem destacada,  frascos do antídoto e da vacina para hepatite B (Foto: Hospital Santa Cruz de Alagoinhas/ Reprodução)

 

Por Opinião em Pauta com agências de notícias

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